Attack on Titan 3: será que a Omega Force acertou dessa vez?

Attack on Titan 3: será que a Omega Force acertou dessa vez?

A Koei Tecmo e a Omega Force finalmente mostraram as garras: o primeiro gameplay de Attack on Titan 3 chegou e, com ele, a confirmação de que a continuação não é só mais um capítulo, mas sim uma verdadeira declaração de guerra contra tudo que veio antes. Durante o evento de anúncio, a dupla entregou uma janela de lançamento, o verão brasileiro, e um segundo trailer que já deixou claro: a adaptação da história completa do mangá e do anime, do início ao fim, é a espinha dorsal dessa nova investida. É a jornada inteira, sem cortes, sem aquele suspense de "será que vai ter DLC para o arco final?". Tudo está aqui, pronto para ser vivido do primeiro ao último corte de nuca.

E como se não bastasse a promessa de cobrir a saga inteira, o combate ganhou uma injeção de pura adrenalina. O sistema de mobilidade omnidirecional, que já era o coração da franquia, foi refinado e turbinado. Os Titãs, aqueles gigantes que a gente aprendeu a temer e cortar, agora estão mais espertos e imprevisíveis, com um repertório de ataques e comportamentos que vai muito além do "correr e tentar te engolir". A Omega Force também prometeu confrontos inéditos contra os Nove Titãs, incluindo alguns que nunca tivemos a chance de enfrentar antes. É aquele tipo de adição que faz a diferença entre um bom jogo e um clássico que a gente vai reverenciar por anos.

A grande sacada que me deixou de queixo caído, no entanto, foi a mudança de protagonista. Esquece o Eren, o Armin e a Mikasa, pelo menos como personagens principais. Dessa vez, você assume o controle de um engenheiro criado pelo próprio jogador, fascinado pelo mundo além dos Muros, que é escolhido para liderar o 104º Corpo de Cadetes. Essa figura original não é só um avatar genérico; ela interage com todo o elenco canônico, e construir laços com Eren, Mikasa e os demais desbloqueia novas habilidades de combate e cinemáticas especiais. É como se você estivesse costurando sua própria lenda dentro da trama que a gente já conhece, dando aquele toque de RPG que faz o mundo de Attack on Titan se sentir mais vivo e pessoal do que nunca.

E não é só sobre cortar Titãs, não. A Koei Tecmo introduziu uma camada estratégica que envolve construir bases de suprimentos, eliminar Titãs e expandir o território da humanidade além dos Muros. Você não está apenas reagindo ao caos; está ativamente moldando o futuro da humanidade, decidindo onde avançar, onde se defender e como gerenciar recursos. É um ciclo de ação e planejamento que promete esticar a vida útil do jogo para além da campanha principal, dando aquele gostinho de "só mais uma missão" que vicia e te prende até altas horas da madrugada.

Para coroar essa experiência, a MAPPA, o estúdio por trás das temporadas finais do anime, produziu uma animação de abertura original dirigida por Arifumi Imai, o mesmo gênio por trás das cenas de ação mais icônicas da série. O detalhe é que a animação não estará inclusa na versão base e será adicionada posteriormente por meio de uma atualização, mas a equipe já garantiu que está "trabalhando duro para criar um vídeo introdutório que os fãs vão adorar". É aquele tipo de capricho que mostra que a Koei Tecmo não está apenas lançando mais um jogo licenciado; ela está construindo uma experiência que honra a grandiosidade da obra de Hajime Isayama. Se você é fã de Attack on Titan, pode começar a contar os dias: o verão brasileiro vai ser de cortar o pescoço e o coração dos Titãs.

Fonte: https://www.koeitecmoamerica.com/attackontitan3