Marvel's Wolverine mostra as garras no State of Play e entrega o gameplay mais brutal da Insomniac
Depois de anos de expectativa, teorias, vazamentos e muito silêncio por parte da Insomniac Games, Marvel's Wolverine finalmente ganhou uma demonstração robusta de gameplay durante o State of Play. E olha... bastaram poucos minutos para deixar claro que estamos diante de um dos projetos mais ambiciosos da história do estúdio.
Quem esperava algo parecido com Homem-aranha encontrou uma surpresa. Logan chega com uma identidade completamente própria, mais pesada, mais agressiva e muito mais violenta. O novo material mostrou um herói que resolve problemas usando suas garras de adamantium sem qualquer cerimônia, entregando combates que parecem ter saído diretamente das páginas mais brutais dos quadrinhos.
Sangue, metal e destruição em cada confronto
Uma das primeiras coisas que chamam atenção é a intensidade das batalhas. Logan avança sobre os inimigos como uma força da natureza, atravessando grupos inteiros de mercenários enquanto corta, arremessa e destrói tudo pelo caminho. Diferente do combate mais acrobático e controlado, aqui o foco está no impacto. Cada golpe parece pesado. Cada investida transmite a sensação de força bruta característica do personagem.
O mais interessante é como a Insomniac conseguiu capturar a personalidade de Logan através da jogabilidade. Não se trata apenas de apertar botões rapidamente. Existe agressividade, impulso e uma sensação constante de perigo. O jogador é incentivado a avançar, pressionar e assumir riscos, exatamente como o próprio personagem faria.
E quando a batalha esquenta, tudo fica ainda mais impressionante. Explosões, tiros, pedaços de cenário voando e o som metálico das garras transformam cada confronto em um espetáculo de caos cuidadosamente coreografado.
O fator de cura ganha vida na tela
Outro destaque importante foi a regeneração de Wolverine. Durante o gameplay, Logan sofre cortes, queimaduras e ferimentos visíveis. Mas poucos instantes depois, seu corpo começa a se reconstruir diante dos olhos do jogador.
O coração dessa mecânica está na barra de Fúria. Cada golpe conectado, cada aparo bem executado e cada inimigo derrotado alimenta esse medidor, transformando agressividade em combustível para o combate. Conforme a Fúria aumenta, Logan ganha acesso a ataques cada vez mais devastadores e também ao seu icônico Fator de Cura, permitindo suportar danos brutais enquanto continua avançando sem perder o ritmo da batalha.
Mas a coisa fica realmente interessante quando a barra atinge o limite máximo. Nesse momento, Wolverine entra no chamado Nível de Fúria 3. A tela muda completamente, assumindo um visual monocromático inspirado diretamente na famosa linha Black, White & Blood dos quadrinhos da Marvel. Não parece apenas um aumento de poder. O mais interessante é que o combate não se limita à pancadaria direta. Além dos ataques rápidos e fluidos com as garras, Logan pode perseguir alvos silenciosamente, usar o ambiente a seu favor e realizar emboscadas aéreas contra inimigos desavisados.
E quando tudo parece perdido, entra em cena o sistema Last Stand. Ao atingir um estado crítico de vida, o Fator de Cura é acionado como último recurso de sobrevivência, permitindo que Logan permaneça na luta em vez de simplesmente cair e obrigar o jogador a recomeçar. É uma mecânica que reforça uma das características mais marcantes do personagem: a capacidade absurda de continuar de pé quando qualquer outra pessoa já teria desistido.
Um mundo onde os X Men não existem
Talvez a revelação mais curiosa tenha vindo da própria narrativa. Segundo os detalhes divulgados pela Insomniac, a história acontece em uma realidade onde os X-Men nunca chegaram a existir como equipe. Isso coloca Logan em uma posição completamente diferente daquela que os fãs estão acostumados a ver nos quadrinhos e nas animações.
Mesmo assim, mutantes continuam existindo nesse universo. A trama gira em torno do resgate de jovens mutantes sequestrados por mercenários cibernéticos, colocando Wolverine em rota de colisão com diversas ameaças ao longo da campanha. Essa abordagem permite que o estúdio explore personagens conhecidos sob uma nova perspectiva, sem ficar preso às histórias tradicionais.
Jean Grey e os primeiros sinais de algo maior
Mesmo sem os X-Men oficialmente estabelecidos, alguns rostos conhecidos já começaram a aparecer. Um dos destaques foi Jean Grey, cuja participação levantou inúmeras teorias entre os fãs.
Sua presença sugere que a história pode explorar questões muito mais profundas envolvendo mutantes, identidade e sobrevivência. É aquele tipo de detalhe que parece pequeno durante a apresentação, mas que deixa uma pulga atrás da orelha para o restante da campanha.
E conhecendo o histórico da Insomniac com narrativa, dificilmente essas aparições estarão ali apenas como fan service.
Ainda faltam alguns meses para o lançamento, mas a impressão deixada pelo State of Play foi extremamente positiva. Wolverine finalmente saiu das sombras e mostrou que está pronto para ocupar seu próprio espaço entre os grandes exclusivos da geração.
Com lançamento marcado para 15 de setembro de 2026 no PlayStation 5, Marvel's Wolverine já se posiciona como um dos maiores candidatos a marcar esta geração. E se o restante da campanha conseguir manter o nível apresentado nesse State of Play, pode apostar: as garras do carcaju ainda vão deixar cicatrizes na memória dos jogadores por muito tempo.

