Prepara o coração! O soulslike Vanran chegou botando fogo em tudo com uma demo de gameplay!
Gente, se vocês também têm esse tiquinho de masoquismo gamer de amar um jogo que te faz bater as botas um milhão de vezes e ainda pedir por mais, senta que lá vem bomba! A desenvolvedora sul-coreana Becuzus resolveu que 2026 precisava de um tempero extra de sofrimento e soltou um trailer de gameplay do Vanran que é de cair o queixo e o fone de ouvido junto. Sabe aquele clima de fantasia sombria que parece uma pintura a óleo que ganhou vida num pesadelo lindíssimo? Pois é, o visual tá tão polido que cada faísca de metal batendo em metal é um pequeno festival de luzes no meio do cinza opressivo. É o tipo de jogo que faz o coração fazer um tum-tum frenético só de imaginar o tamanho do estrago que os chefões vão fazer na nossa paciência.
A gente encarna o Caleb, um herói solitário que carrega um fardo pesado como uma montanha, inspirado em figuras mitológicas que dão aquele nó na cabeça, tipo Orfeu e Eurídice. O jogo é quase uma personificação do desespero literário, bebendo direto da fonte da Divina Comédia de Dante, o que transforma cada cenário num palco de segredos antigos onde o perigo sussurra o nosso nome em cada esquina. É uma jornada sombria, suja e sinistra que abraça o jogador como uma velha amiga traiçoeira, prometendo uma imersão tão profunda que a gente vai esquecer até de piscar enquanto tenta não virar lanchinho de monstro. A escuridão aqui não é só falta de luz, é quase um personagem que te observa e espera o menor deslize pra te dar um bote certeiro.

Mas ó, o que realmente me fez dar um grito e querer jogar o controle pro alto foi o tal do Chain System. Esquece aquela movimentação travada de quem tá andando com bota de chumbo, porque aqui as correntes do Caleb cortam o ar como serpentes de aço famintas. É um zás pra lá, um clang pra cá, e você já tá se balançando pelos cenários ou puxando um inimigo pra um encontro nada amigável com a sua lâmina. Esse sistema de ganchos e correntes dá uma dinâmica pro combate que é coisa de louco, deixando tudo veloz como um pensamento ruim no meio da madrugada. É uma dança macabra de aço e sangue onde a agilidade é a nossa única salvação e o chão é um lugar perigoso demais pra ficar parada por muito tempo.
É engraçado como a gente reclama que a vida tá difícil, mas corre pra se enfiar num inferno digital onde um boss do tamanho de um prédio ri da nossa cara e nos esmaga como se fôssemos formiguinhas perdidas num jardim de espinhos. Essa ironia de buscar o prazer na punição é o que move a alma de quem ama um bom soulslike, e o Vanran parece que vai entregar esse banquete de frustração e glória em prato cheio. Ver o herói sendo arremessado e levantando logo em seguida é o prenúncio de que vamos precisar de um estoque de persistência maior que a nossa lista de boletos atrasados. A vitória aqui não é um presente, é um troféu arrancado das mãos de deuses cruéis após muito suor e, provavelmente, alguns gritos abafados no travesseiro.
Se você já tá com o dedo coçando pra testar esse veneno, anota aí no calendário com caneta vermelha: a demo vai estar liberada no Steam entre os dias 23 e 30 de janeiro. É o momento da verdade pra gente descobrir se somos realmente as rainhas da esquiva ou se vamos precisar de um teclado reserva por pura precaução. Colocar o jogo na lista de desejos é tipo mandar um sinal de fumaça pro universo dizendo que a gente tá pronta pro caos. O Vanran é uma promessa que brilha como uma joia rara no meio de tantos lançamentos, um convite irrecusável pra gente testar os limites da sanidade e ver até onde o nosso espírito gamer aguenta esse balé de correntes e sombras.

