The Legend of Zelda Ocarina of Time | Confira 10 curiosidades sobre o game antes da chegada do remake
Existem jogos que marcam uma época. Outros conseguem algo ainda mais raro: atravessar gerações sem perder a magia. Mais de duas décadas depois de seu lançamento original, The Legend of Zelda: Ocarina of Time continua sendo lembrado como uma das aventuras mais importantes já criadas.
Para muita gente, foi a primeira vez explorando um mundo tridimensional que parecia realmente vivo. As planícies de Hyrule pareciam não ter fim. Os castelos escondiam mistérios. As florestas sussurravam segredos. E cada nova melodia tocada na ocarina tinha o poder de abrir caminhos para lugares que pareciam saídos de uma lenda antiga.
Agora, com rumores e expectativas girando em torno do remake, vale a pena revisitar algumas das curiosidades mais fascinantes que ajudaram a transformar Ocarina of Time em uma verdadeira obra-prima.
Nem todo jogador enfrentou as dungeons na mesma ordem
Uma das coisas mais interessantes sobre Ocarina of Time é que ele parece linear à primeira vista, mas esconde mais liberdade do que muita gente percebe.
Depois que Link se torna adulto, algumas dungeons podem ser enfrentadas em sequências diferentes dependendo da forma como o jogador explora Hyrule. Isso criou histórias curiosas entre os fãs na época. Enquanto um amigo enfrentava um templo primeiro, outro descobria um caminho alternativo e acabava vivendo uma experiência completamente diferente.
Era uma época sem vídeos explicando tudo em segundos. Cada descoberta parecia uma conversa secreta compartilhada no recreio, na locadora ou entre amigos reunidos na frente da televisão.

A polêmica que obrigou a Nintendo a mexer no jogo
Nem tudo na jornada de Ocarina of Time foi tranquilo. As primeiras versões do jogo continham símbolos e elementos sonoros inspirados em referências religiosas islâmicas. O caso mais conhecido envolvia o Fire Temple, cuja trilha utilizava um canto religioso que acabou chamando atenção da comunidade internacional.
Com o tempo, a Nintendo decidiu alterar esses conteúdos em versões posteriores. As músicas foram modificadas e alguns símbolos presentes no Mirror Shield desapareceram. Hoje essas versões originais se tornaram verdadeiras peças de coleção, procuradas por fãs que gostam de preservar pequenas curiosidades da história dos videogames.

Quando Link quase enxergou Hyrule pelos próprios olhos
É difícil imaginar Ocarina of Time sem a imagem clássica de Link correndo pelos campos de Hyrule. Mas durante o desenvolvimento, a Nintendo cogitou transformar a aventura em um jogo totalmente em primeira pessoa.
A ideia parecia interessante. Afinal, o Nintendo 64 estava entrando na era dos mundos tridimensionais e mostrar tudo pelos olhos do protagonista poderia aumentar a imersão. Só que conforme o projeto crescia, a equipe percebeu um problema. Link era importante demais para ficar escondido atrás da câmera. Ver suas expressões, movimentos e reações fazia parte da experiência. Felizmente, a decisão foi repensada e a história dos videogames seguiu um caminho muito melhor.

O botão que mudou os jogos para sempre
Hoje parece algo natural. Você aperta um botão, trava a mira em um inimigo e começa o combate. Mas antes de Ocarina of Time isso não era tão simples.
A Nintendo criou o famoso sistema de Z Targeting justamente para resolver um dos maiores desafios dos jogos 3D da época. Como lutar contra inimigos em ambientes tridimensionais sem transformar tudo em um caos?
A resposta veio através daquele pequeno botão amarelo do Nintendo 64. O resultado foi tão revolucionário que sua influência continua presente em inúmeros jogos modernos. Muitos jogadores usam sistemas semelhantes até hoje sem perceber que suas origens nasceram em Hyrule.

As músicas da ocarina carregam mais poder do que parece
Poucos itens na história dos games são tão icônicos quanto a Ocarina do Tempo. Ela não servia apenas para tocar músicas. Cada melodia era uma chave capaz de alterar o mundo ao redor. Abrir passagens, mudar o clima, viajar entre regiões ou acessar lugares secretos.
E o mais curioso é que essas músicas foram compostas para serem simples de memorizar. Bastavam poucas notas para criar algo inesquecível. Décadas depois, milhões de jogadores ainda conseguem reconhecer instantaneamente melodias como Song of Storms ou Zelda's Lullaby. Algumas músicas envelhecem. Outras parecem congeladas no tempo.

O templo que ainda causa arrepios
Enquanto algumas áreas do jogo inspiravam aventura e descoberta, o Shadow Temple parecia ter saído diretamente de um pesadelo. Correntes penduradas nas paredes. Salas escuras. Instrumentos de tortura espalhados pelos corredores. Fantasmas surgindo do nada enquanto o silêncio dominava o ambiente.
Era um lugar estranho até mesmo para os padrões de Zelda. Muitos fãs consideram essa dungeon uma das mais perturbadoras já criadas pela Nintendo. E honestamente? Basta revisitá-la hoje para entender o motivo.

O Skull Kid já estava preparando seu futuro
Muito antes de se tornar uma figura lendária em Majora's Mask, Skull Kid já fazia pequenas aparições em Ocarina of Time. Escondido em regiões específicas do mapa, ele surgia como uma criatura travessa e misteriosa. Dependendo da situação, o jogador podia até enfrentá-lo utilizando o estilingue.
Na época parecia apenas mais um personagem curioso. Anos depois, descobrimos que aquele encontro era apenas o primeiro capítulo de uma história muito maior.

Um tubarão escondido em pleno Hyrule
Ocarina of Time sempre foi recheado de pequenos segredos. Um dos mais curiosos está no Laboratório do Lago Hylia. Entre experimentos e aquários, existe um tubarão escondido que muitos jogadores jamais encontraram durante suas aventuras. Não existe missão relacionada a ele. Não existe recompensa especial.
É simplesmente uma surpresa colocada ali pelos desenvolvedores para quem gosta de observar cada canto do mapa. Pequenos detalhes como esse ajudam a explicar por que tanta gente passou anos descobrindo novidades dentro do jogo.

Mario e Bowser invadiram o castelo da princesa Zelda
A Nintendo sempre gostou de brincar com seus próprios universos. Quem observava cuidadosamente os vitrais do Castelo de Hyrule podia encontrar imagens de personagens clássicos da franquia Mario espalhadas pelas janelas.
Mario, Luigi, Peach, Yoshi e até Bowser aparecem discretamente em algumas cenas. É aquele tipo de easter egg que passa despercebido na primeira jogatina, mas arranca um sorriso enorme quando finalmente é descoberto.


Miyamoto deixou sua marca em toda a aventura
Falar de Ocarina of Time é falar também de Shigeru Miyamoto. Sua influência está espalhada por praticamente todos os aspectos do jogo. Da exploração às mecânicas, dos quebra-cabeças à construção do mundo.
Existe uma sensação constante de curiosidade em Hyrule. Como se cada colina escondesse uma nova história. Como se cada caminho convidasse o jogador a seguir em frente apenas para ver o que existe depois da próxima curva.
Essa filosofia de design ajudou a transformar Ocarina of Time em algo muito maior do que apenas um videogame.

Poucos jogos conseguem permanecer tão vivos na memória coletiva quanto Ocarina of Time. Talvez seja a trilha sonora. Talvez sejam os personagens. Talvez seja aquela sensação única de aventura que surgia toda vez que o sol nascia sobre os campos de Hyrule.
Ou talvez seja a combinação de tudo isso. Mais de vinte anos depois, ainda existem segredos sendo discutidos, teorias sendo criadas e jogadores descobrindo essa jornada pela primeira vez. Isso não acontece por acaso.
E quando finalmente chegar o momento de revisitar essa aventura em uma nova versão, uma nova geração terá a oportunidade de entender por que tantos jogadores ainda falam sobre esse mundo como quem relembra um lugar que realmente existiu.