Wasabi mistura terror japonês e interrogatórios intensos em um thriller que já chamou atenção no PC
O terror japonês sempre encontrou um jeito diferente de mexer com a cabeça de quem joga. Em vez de apostar apenas em monstros ou sustos repentinos, ele costuma transformar o silêncio em ameaça e o desconhecido em companhia constante. É justamente nessa direção que Wasabi chama atenção. O novo jogo coloca o jogador no centro de uma investigação criminal cheia de mistérios, onde descobrir a verdade depende muito mais da sua capacidade de pressionar suspeitos do que de puxar o gatilho.
Um caso que parece fugir da lógica
A história leva o jogador até a cidade fictícia de Azumino, no Japão dos anos 90. O que começa como uma investigação de assassinatos rapidamente ganha contornos bem mais estranhos. Novos corpos continuam aparecendo, pistas parecem contradizer umas às outras e uma caverna cercada por lendas passa a ocupar um papel cada vez maior na trama.
Você assume o controle de Ryuhei Kuroshima, um investigador que precisa juntar peças espalhadas por uma cidade onde praticamente todo mundo parece esconder alguma coisa. E quanto mais respostas aparecem, mais perguntas surgem no caminho. É aquele tipo de história que faz você pensar "só mais um capítulo" e, quando percebe, já perdeu completamente a noção do tempo.
O interrogatório é o verdadeiro campo de batalha
O nome Wasabi não está ali por acaso. A mecânica mais inusitada do jogo acontece justamente durante os interrogatórios. Em vez de recorrer à violência tradicional, o investigador utiliza o famoso condimento japonês para pressionar suspeitos e arrancar confissões.
A ideia pode soar até curiosa no primeiro momento, mas funciona como uma peça importante da identidade do jogo. Cada personagem reage de uma forma diferente, escondendo medos, mentiras e interesses próprios. Não basta fazer perguntas. É preciso observar expressões, interpretar falas e perceber quando alguém está prestes a deixar escapar a verdade.
Terror que cresce devagar e não larga você
Wasabi não parece interessado em assustar o jogador a cada cinco minutos. O clima é construído aos poucos, quase como uma névoa que vai tomando conta da cidade sem fazer barulho. As ruas ficam mais inquietantes, os cenários carregam uma sensação constante de desconforto e cada nova descoberta pesa um pouco mais do que a anterior.
A inspiração no horror psicológico japonês aparece em praticamente todos os momentos. Existe sempre a impressão de que alguma coisa está observando de longe, mesmo quando não há ninguém por perto. É um tipo de tensão que acompanha o jogador o tempo inteiro e transforma até os momentos mais silenciosos em algo difícil de ignorar.
Ainda sem data oficial de lançamento, Wasabi já conseguiu despertar curiosidade pela proposta pouco convencional. O jogo promete uma campanha dividida em seis episódios, múltiplos finais e uma narrativa construída a partir das escolhas feitas durante a investigação.
Em um mercado cheio de jogos de terror que seguem fórmulas parecidas, Wasabi tenta abrir espaço apostando justamente no que tem de mais diferente. Mistura investigação policial, thriller psicológico e uma mecânica de interrogatório que foge completamente do comum. Se conseguir transformar essa ideia em uma experiência envolvente do começo ao fim, tem tudo para ser aquele indie que começa discreto, ganha força no boca a boca e, de repente, passa a aparecer na lista de muita gente como uma das grandes surpresas do gênero.

