Alice enlouqueceu: Project Rabbit transforma o País das Maravilhas em um pesadelo soulslike

Alice enlouqueceu: Project Rabbit transforma o País das Maravilhas em um pesadelo soulslike

Tem jogo que você bate o olho e já entende exatamente a proposta. Com Project Rabbit acontece o contrário. Quanto mais aparece, mais estranho fica. E isso é ótimo.

A ideia parece saída daquela conversa maluca entre amigos às duas da manhã. “E se Alice no País das Maravilhas virasse um soulslike sombrio?” Só que alguém resolveu realmente fazer isso. E pelo que foi mostrado até agora… fizeram direito.

Um País das Maravilhas que perdeu a própria sanidade

Esquece o visual alegre das adaptações tradicionais. Aqui o mundo parece cansado, distorcido e meio quebrado por dentro. Os cenários carregam aquele clima de sonho ruim que mistura beleza e desconforto ao mesmo tempo. Corredores gigantescos, relógios espalhados, arquitetura impossível e criaturas que parecem ter saído de páginas rasgadas de um livro antigo.

Tudo passa uma sensação estranha de decadência silenciosa. Como se aquele universo estivesse apodrecendo devagar enquanto tenta fingir que ainda está funcionando normalmente.

Alice agora luta pra sobreviver

O combate segue forte na linha soulslike. Esquiva precisa, ataques calculados, inimigos agressivos e aquela punição clássica pra quem entra no combate apertando botão sem pensar. Cada confronto exige atenção constante.

Mas o diferencial está justamente em como o jogo mistura essas mecânicas com os elementos do universo de Alice. O Coelho Branco não transmite confiança nenhuma. O Chapeleiro parece um sujeito que claramente perdeu o resto de sanidade que ainda tinha. E a Rainha de Copas… bom, ela carrega aquela presença que faz qualquer corredor parecer pequeno demais.

Beleza e horror dividindo o mesmo espaço

Visualmente, Project Rabbit chama muita atenção pela direção artística. Existe um cuidado grande na construção dos ambientes, usando iluminação, fumaça, partículas e contraste pra criar cenas que parecem bonitas… até você observar melhor.

É aquele tipo de estética que prende justamente porque nunca deixa você confortável. Tem sempre algo fora do lugar. Uma sombra longa demais. Um sorriso estranho. Um silêncio que dura mais do que deveria.

Muito além de uma simples inspiração

O mais interessante é que Project Rabbit não parece usar Alice só como referência estética. Existe uma tentativa clara de reinterpretar os personagens e símbolos clássicos de forma mais sombria, quase psicológica.

O País das Maravilhas vira um reflexo distorcido de obsessão, medo e descontrole. E isso encaixa surpreendentemente bem dentro da estrutura de um soulslike, onde o jogador avança sempre entre curiosidade e tensão constante.

Ainda tem muita coisa escondida sobre o jogo, mas o primeiro impacto já foi suficiente pra colocar Project Rabbit no radar de muita gente. Principalmente porque ele consegue fazer algo raro hoje em dia: parecer familiar e completamente estranho ao mesmo tempo.

Project Rabbit on Steam
Reimagining Alice in Wonderland as an East-meets-West dark fantasy enriched by a proven Webtoon IP, it builds a unique universe for global audiences.